>
Conecte-se conosco

Saúde

Fechamento de maternidade leva Itabuna ao Caos com morte de bebês; caso para na Justiça

Vereadora Charliane Sousa (PTB), relatou as consequências geradas pelo fechamento da Maternidade Ester Gomes, em Itabuna.

Marlon Oliveira

Publicado

em

Vereadora Charliane Sousa (PTB), relatou as consequências geradas pelo fechamento da Maternidade Ester Gomes, em Itabuna. Segundo a vereadora, com a falta de atendimento, diversas mães estão sofrendo após perderem seus filhos.

“Há casos de mulheres que perderam o filho por não conseguir atendimento, nem conseguiram fazer o processo de retirada do feto” – Comentou

“Sérgio Gomes [conselheiro da maternidade] é filho do prefeito da cidade, Fernando gomes. Ele pediu ao pai o recurso de 900 mil, porém o prefeito não acatou. Sérgio decidiu fechar a maternidade e com isso as mães ficam sem um local para receber o atendimento. Algumas buscam em Camacan e Ilhéus”.

Em uma rede social da maternidade há reclamações sobre o atendimento.

“Fui lá só pra ser humilhada e em relação ao médico que me atendeu, nem na minha cara olhou direito nem minha ficha e ultrassom olhou”, escreveu uma usuária da rede social.

Município acionou a Justiça

Nesta segunda-feira, 7, a prefeitura divulgou, através de nota, que a Justiça foi acionada para retomada dos serviços de obstetrícia da Maternidade Ester Gomes. De acordo com o Secretário de Saúde de Itabuna, Uildson Nascimento, o fechamento da unidade é considerado “sem sentido” e que só traz prejuízos para a população que precisa desses serviços.

“Por questões burocráticas, ao assumir a pasta, no início de setembro, foi cancelado o Chamamento Público que ocorreria ainda no referido mês, e que resultaria na renovação do contrato. Vale ressaltar que mesmo sem o chamamento/contrato, o pagamento da Maternidade continuou sendo feito, sem nenhuma interrupção. Insatisfeita, a direção da Maternidade acionou a justiça para obrigar o Município a apresentar o contrato, mas o fato é que em nenhum momento o município se negou, apenas houve atraso no chamamento”, explica.

Segundo Uildson Nascimento, a Justiça apresentou um prazo de 15 dias, vencidos na segunda, para que o município apresentasse o contrato.

“A Maternidade agora passou a se recusar a assinar, por ser mais conveniente acionar a justiça para que entre em vigor o contrato no valor do repasse que ela solicita de R$ 700 mil, e não o de R$ 365 mil, que é direito via tabela SUS”.

--Publicidade--
Clique para comentar

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Mais Lidas